Novas directivas da UE impostas durante período de transição

Dezenas de leis da União Europeia podem vir a ser impostas à Grã-Bretanha durante o período de transição de dois anos após o Brexit, foi publicado hoje no jornal Daily Telegraph, que apoio a saída do Reino Unido do bloco europeu.

Segundo o mesmo jornal, a notícia provém de uma fuga de documento de Whitehall, que revela a introdução de 37 novas directivas comunitárias, que os britânicos teriam de acatar.
Uma das decisões poderia obrigar as pessoas a contractarem seguros para todos os veículos não utilizáveis e fora das estradas, incluindo tractores, carrinhos de golfe e scooters de mobilidade. Outra das medidas implicaria que todas as famílias seriam forçadas a ter quatro contentores para atingir os alvos de reciclagem da UE.

O Reino Unido também estaria vinculado a metas de eficiência energética por uma década após o Brexit, advertia o mesmo documento.
No entanto os ministros minimizaram a possibilidade de aprovação das mesmas leis durante o período de transição, referindo que os processos de implementação da UE normalmente demoram mais do que isso.
Mas este documento, a ser verdade, irá provocar tensões entre os intervenientes políticos porque confirma a acusação da falta de controle do Reino Unido durante o período de transição.
Entretanto, o negociador chefe da União Europeia, Michel Barnier, de visita a Londres, reiterou a linha dura do bloco sobre o assunto da possível concessão de livre circulação de bens e serviços, dizendo que a Grã-Bretanha deve “jogar de acordo com as regras” para obter uma, tem de ceder nas outras.
No entanto, o deputado Jacob Rees-Mogg disse que as mudanças e “o alcance dessas leis cobre quase todos no país e, de uma maneira ou de outra, não poderíamos ter uma opinião sobre algumas leis que agora poderíamos vetar.
A possibilidade de uma UE vingativa causar danos legislativos para todos nós pode ser muito grande, e temos resistir.”
“O governo precisa ser forte ao se recusar a aceitar novas leis, uma vez que tenhamos deixado (a UE)”.
Aliás, Theresa May já se está a preparar para enfrentar Bruxelas e exigir regras de livre movimento durante a transição.
Os ministros britânicos reclamam que se deve inverter o que já foi acordado no acordo de Dezembro, mas altos funcionários da UE – incluindo o coordenador do Brexit no Parlamento Europeu, Guy Verhofstadt – insistem que esses termos não são “negociáveis”.
Enquanto isso, a primeira-ministra rejeitou os planos do ministro das finanças para manter a Grã-Bretanha a médio prazo na união aduaneira com a UE – apesar de Bruxelas ter dito que vai tornar inevitáveis ​​novas barreiras comerciais.
O ministro das finanças, Philip Hammond, tem pressionado, em particular, o ministério da economia a permanecer na união aduaneira até que a Grã-Bretanha tenha atingido acordos comerciais com nações como EUA, China e Japão, o que pode levar muitos anos.
As finanças, apoiado pelo ministro do comércio, Greg Clark, acreditava que estava a ganhar este argumento dentro do governo. Mas as fontes de Whitehall disseram que o PM rejeitou a ideia e comprometeu-se a abandonar, quando o período de transição do Brexit terminar em 2021.

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