Novas regras do MOT já em Maio

Dentro de oito semanas entram em vigor novas regras para o MOT (Ministery Of Transport) e que se trata de uma inspecção (teste) anual obrigatória a qualquer veiculo que circule nas estradas do Reino Unido.

Estas novas regras exigem um novo sistemas de classificação das falhas no seu carro, o que aumenta as probabilidades de imobilização imediata do veículo após a inspecção.

O RAC (Royall Automobile Club) criticou o plano dizendo que “teme que muitos motoristas possam ficar confusos”, por não terem tempo de assimilar os novos processos de avaliação às suas viaturas..

Mas o que muda no seu MOT? Cinco mudanças significativas serão introduzidas a partir de 20 de maio deste ano, incluindo novos tipos de falhas, regras mais rígidas para emissões de carros a diesel, um conjunto de novos testes, um novo certificado MOT em que alguns veículos com mais de 40 anos ficarão isentos.

As mudanças afectarão carros, carrinhas, motos e outros veículos leves de passageiros.

As falhas encontradas durante o MOT serão categorizadas como: perigosas; importantes; e menores.

A categoria que o inspector do MOT dá a cada problema dependerá do tipo e da sua gravidade. Qualquer situação declarada como ‘perigosa’ ou ‘importante’ resultará numa falha. Pequenos defeitos e avisos serão apenas documentados.

O teste de emissões poluentes também vai ser mais difícil para carros a diesel com um filtro de partículas diesel (DPF) – mais corrente na última década. Qualquer sinal de fumo ou evidência de que o DPF foi modificado e o carro falhará o teste.

Vão ser introduzidos uma série de novos exames, alguns que deveriam ter sido incluídos anos atrás e outros adoptados para reflectir mudanças introduzidas às viaturas.

As novas verificações incluem:  ver se a pressão dos pneus está correcta; se o líquido dos travões foi contaminado;  para emissões de fluidos que representem um risco ambiental; controlar as luzes de advertência das pastilhas dos travões e no caso das pastilhas ou discos dos travões estiverem faltando;  controlar as luzes de marcha atrás nos veículos utilizados pela primeira vez a partir de 1 de Setembro de 2009;  controlar lavadores de faróis em veículos utilizados pela primeira vez a partir de 1 de Setembro de 2009 (se os tiverem);  verificar as luzes de circulação diurna nos veículos usados ​​pela primeira vez a partir de 1º de Março de 2018 (se bem que a maioria desses veículos terá seu primeiro MOT em 2021, porque estão isentos nos primeiros 3 anos).

Por outro lado, o certificado emitido para o MOT também mudou e inclui as falhas nas novas categorias, de modo que a sua leitura seja clara e fácil de entender.

Por fim, carros, carrinhas, motocicletas e outros veículos leves de passageiros não precisarão de MOT se tiverem mais de 40 anos e não tiverem sido substancialmente modificados. De momento, apenas veículos construídos antes de 1960 estão isentos da necessidade de um MOT.

O governo confirmou também que as taxas máximas para os MOTs não serão alteradas e decidiu manter, em três anos, a idade em que um veículo não precisa de teste MOT.

O porta-voz do RAC, Simon Williams, disse que os últimos ajustes no teste confundiam o público e deixavam os inspectores do MOT na eminência de decisões subjectivas.

“Embora à primeira vista essa mudança, que faz parte de uma directriz da UE que deve entrar em vigor em Maio”,  continua o responsável pela RAC, “pareça uma medida sensata, tememos que muitos motoristas possam acabar confusos. Em vez das falhas no MOT serem simplesmente em preto e branco, o novo sistema cria uma potencial confusão, pois os inspectores terão que julgar se as falhas são ‘Perigosas’, ‘Principais’ ou ‘Secundárias’.

“Nós entendemos que o governo tem poucas opções, mas o instinto diz que, quand

o um sistema funciona bem, porquê mudá-lo?”

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