“Falar inglês deve ser uma prioridade”, diz Louise Casey

O governo tem de estabelecer uma data para que “todas as pessoas (residentes) no país falem inglês para permitir a sua integração”, é a opinião da Dame Louise Casey que escreveu, em 2016, um relatório para o governo sobre integração, onde afirma que uma “linguagem comum” ajudaria a “curar as feridas (da imigração) na Grã-Bretanha”.

Este relatório foi mencionado, de novo, esta semana e foca também a necessidade de trabalhar mais para a igualdade das mulheres e da “população branca da classe trabalhadora”.

No relatório que data de 2016, Dame Louise recomenda o financiamento adicional para que os governos locais promovam o ensino do idioma inglês, incluindo a elaboração de orçamentos para cursos de adultos e a oferta de aulas dirigidas às comunidades.

No entanto, numa entrevista à BBC4, a responsável pelo citado relatório critica o governo por não ter tomado nenhuma medida desde sua publicação.

Falando na ‘Westminster Hour da BBC Radio 4’, Dame Louise disse que a integração deve ser “uma das mais importantes prioridades” do governo e qualquer atraso seria “incrivelmente frustrante”.

Na entrevista a responsável pelo relatório diz serem precisas “grandes e ousadas políticas” para lidar com questões relacionadas à integração, incluindo um “impulso muito significativo” a dar à promoção do ensino do idioma inglês.

Dame Louise afirmou que, na sua opinião seria preciso “definir uma meta que diga que na data “X” queremos que todos (residentes) no país possam falar uma língua comum”.

“Pouco importa o estado de como chegámos até aqui (.) mas o que eu defendo é que todos em idade de trabalhar e em idade escolar deveriam ser capazes de falar inglês e com isso o público, em particular, sentir-se-ia aliviado”.

O deputado conservador e ex-ministro da imigração, Mark Harper, afirma que já foram efectuadas algumas mudanças quanto às regras de imigração para exigir um “melhor domímio do idioma inglês” na entrada no Reino Unido.

Mas reconhece e aceita as recomendações de Dame Louise, que nalgumas áreas socioeconómicas do país não é possível fazê-lo. No entanto acha “que as recomendações feitas (no relatório) são muito importantes e espero que o governo produza uma estratégia ambiciosa” para o implementar.

Apesar de ser apenas um relatório e não tenha qualquer vinculo legal, é também um alerta de que os acordos em Bruxelas podem bem ser bem ultrapassados depois do Brexit, para acomodar propostas bem intencionadas, mas algo difíceis de introduzir nalgumas circunstâncias.

Comentários

There is 1 comment for this article
  1. Carminda Silvino Março 30, 2018 1:23 am

    Acho bem tirem as pessoas das ruas deem lhes casa e escola que há muitos analfabetos na Inglaterra a nesse aspeto Portugal está mais avançado o pessoal do leste todo em Portugal fala português e não são analfabetos e teem os direitos deles mais que os próprios portugueses

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